Sutileza

Na sutileza da sua memória na minha memória eu mudei meus passos mudei a minha língua pra uma outra língua dos seus sorrisos troquei os meus lápis pra outro grafite pra te esboçar segui outra bossa refiz o seu traço como se fosse o meu Eu mudei pra mais longe de mim e você pra…

Melodia de Embalo (parte I) – Crônica

Amanheci três horas depois de ir dormir, de um sono profundo mas inquieto. Não me mexi para não acordá-lo, mas suspirei profundamente e ele se mexeu. Na noite anterior, quando nos conhecemos, havíamos passado horas conversando enquanto eu me repousava em seu peito liso e embaraçava minhas pernas nas suas. Ele me contava da sua…

O mistério do podrão – Conto

Três histórias, um final. Capítulo 1 — Carne de Pavão. (Filipe Cavadas) LORENA Um “oi” sem graça. Marcamos de encontrar em frente ao SAFRA —  meu celular tinha corrigido como SOFRA —  na esquina da augusta com a paulista. Levantei da mureta do jardim cruzando os braços sobre minha bolsa, mas ele tava bem à vontade….

A dona da bunda do poema anterior

A dona da bunda do poema anterior sem saber me fez arrumar a casa limpar a privada levar o lixo pra fora   Com ela fudi três vezes. Gozou com a petretchuca na minha boca enquanto gritava “gostoso”   A dona da bunda do poema anterior ficou comigo por mais de 12 horas sentou na…

POR QUE ELAS VOLTAM? – Poema

Por que elas voltam? O lençol é quase sempre muito maior que a cama ou muito menor. Nunca justo.   Deitam com seus cus Para o alto e ficam aqui por mais de 12 horas quando gosto delas.   Quando realmente gosto delas, até cozinho, mas normalmente não gosto tanto assim.   A fronha do…

Lívia e Zé – Conto

Nos últimos meses acordar era sempre a mesma coisa. O céu ainda escuro e ter a sensação de ser o único acordado numa cidade que pouco descansa. Às 4 da manhã iniciava-se um gap silencioso onde cansavam os que desbravavam a noite e ainda não tinham acordado os que ainda iniciariam a jornada diária. Levantar…