O que era pra dar certo

O que era pra dar certo, deu errado, o que era pra dar em nada, deu certo, tudo que era pra dar errado, ainda não aconteceu e, talvez, não aconteça. O tempo acaba antes da hora e a hora dura mais do que deveria quando damos atenção demais a ele. E daí nasce o arrependimento. Da atenção que se dá a algo que não merecia ser dilatado, alargado, perpetuado.

O que era pra dar certo, nunca daria. O que era pra dar em nada, nunca foi simplismente nada, mas em algum momento algo deu errado, mesmo nada tendo acontecido. Talvez por isso. Por nunca ter acontecido, a quem interessa sentar e pensar nessas questões depois de um não acontecido? Depois de ter todos os fins possíveis a mão e mesmo assim não compreender a relação entre suas causas e efeitos. Teimoso, sento e me pergunto: “vale a pena passar por tudo isso de novo?”, prontamente respondo que sim, vale, mas somente eu posso ouvir tal resposta. A única testemunha dos meus acordos morais sou eu. Levanto-me e paro, não de andar, paro: de pensar demais sobre o que pode dar certo ou errado, ou sobre o que pode dar em nada e não paro: de continuar a procurar todos os caminhos que possa trilhar.

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