Quênia

O verde do abacate miúdo vendido na rua de terra

A poeira cobrindo com camada espessa o doce da manga mais doce que já comi

O pequeno maracujá enrugado e vermelho da cor do chão que pega fogo ao sol do meio dia

As pessoas que sempre respondem, mas nunca dizem oi se não o fizer primeiro

As árvores verdes, como o abacate da rua de terra, passando sede até que um rápido cuspe celestial às nutre o suficiente para a vida.

A tarde seca, a noite fria, pelo menos pra mim.

Os cães que não são estimados; uns fazem guarda das casas, outros saem à noite como uma máfia prontos pra briga.

A violência dos ventos, do sol e dos homens contra outros e também contra os indefesos.

A pele negra sempre protegida do sol com casacos e calças aos 35°C.

Uma nuvem branca, rara completa o dia, mas nunca a alma de quem vive isso tudo todos os dias.

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