QUANDO A PRÓPRIA EXISTÊNCIA NÃO É A PROVA DA SUA EXISTÊNCIA

Existir é algo complexo. Você nasce. Recebe um nome, herda um sobrenome e características físicas. São marcas que te definem como um ser pertencente a um grupo. Você cresce e penetra em outros grupos, pode mudar de ate classe, entrar em uma casa diferente, ser contratado por uma empresa; mas dependendo de onde queira entrar, a prova da sua existência se torna cada vez mais complexa e específica. Mesmo que meu RG defina minha existência basica numa civilização, dependendo de onde eu queira entrar ou trabalhar, eu preciso de um aval. Um diploma, uma etiqueta adequada, uma jóia de um clube, Ou até mesmo uma jóia pendurada no pescoço.
O terno, o sapato, a cor da pele, seu jeito de falar, são camadas que te fazem ser o que você representa para pessoas de um grupo específico.
Quanto mais camadas de prova de existência você tenha que vestir, mais voce se afasta do seu eu original. Suas provas de existência, entao, mascaram a existência do seu ser real e, olhando para a outra ponta, aquele que só precisa existir simplesmente para existir, tem como sua forma, uma forma orginal e pura, definida e formada apenas pelas suas vontades. É um ser integral, porém invisível aos olhos daqueles que estão soterrados pelas suas próprias camadas.
Isso é: Quando a sua existência não é a prova de sua existência.
E para aqueles que dedicam grande parte do tempo de suas vidas para acumular riquezas e bens. Tenham em mente que diante da possibilidade real de morte, nada disso fará sentido ou terá valor. Num ato de desespero suplicará aos deuses e curandeiros que prolonguem um pouco de sua estadia na terra em troca de todos os seus confortos.
Dia a dia eu treino para que o capital conquistado seja para financiar vivências e não bens, para que a comida seja satisfatória, que o conforto seja suficiente para viajar as distâncias que quero viajar sem que minha energia seja esgotada. Uma poltrona onde eu possa, de tempos em tempos, mudar de posição durante longas viagens.
Que a moradia seja suficiente para me deixar saudavel e descansado. E que sempre tenha gente ao redor. Que o amor seja pelo o que somos e não pelo o que fazemos profissionalmente, ou por alguma conquistas materiais. Que a cultura faça rir ou chorar, e que seja acessível tambem. Eu almejo isso. Que a comida seja comida, que as pessoas sejam elas mesmas e que o lar seja um lar, mesmo que mudem, ate mesmo, varias vezes no mesmo dia.

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