O andar que não existia

Ela morava no prédio
E o seu andar não existia
O elevador andava de lado
Ela era feia e muito linda

Era também vegetariana
Mas só quando fumava
Ou bebia.

Transitava pela viela
Com pressa e sentava
às escuras no único
Ponto de luz da cidade.

Queria sentar, sair, sumir!
Mas tudo que fazia
Não fazia

Num sonho de queda-livre
Em que o chão que não parece existir
Como o andar em que ela morava
O andar que não existia

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