Quando a não-tendência é suicídio

Por Luciano Pinheiro e Filipe Cavadas

Muitas questões numênicas(que não se podem conhecer pela razão e inteligência, contrapondo-se às “Fenomênicas”) da atualidade, como a astrologia e a dita “física quântica” (do qual tentam esoterizar, de forma meio infantil até, algumas questões originadas do estudo das particulas fundamentais e suas propriedades), são postas no mesmo patamar de outras áreas clássicas, como a religião e a metafísica, ainda se emparedando da máxima que essas questões não deveriam ser discutidas, apenas implacavelmente aceitas, visto o conhecimento imposto pela experiência das pessoas que adquiram tal conhecimento nessas áreas. Isso nos marcaria na história como uma nova onda de pensamento? Qual seria a nomenclatura? Seria só uma vertente ou várias conflitantes? E mais do que isso, será que esse embate, novamente criado entre o empírico e o racional originasse material necessário para o surgimento de uma nova linha de pensamento?

De fato, vemos que muitos escolheram viver uma vida de eterna cegueira seletiva que, talvez, seja a urgência da nossa era de se relacionar, buscando um denominador comum não pelo seu atrativo, mas pela tendência e popularidade. Seguir a tendência, nesse caso, não é acreditar ou defender o seu modo de pensar; é evitar sua morte social. É quando a não-tendência é suicídio (social).

É o fim do mundo e o começo dele todos os dias. Sempre de uma forma diferente, diante de nós e, cabe a nós, também, ignora-los ou não.

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