Sem lua

Perdi, desesperada e antecipadamente, a fé em tudo que eu achava justo nessa vida. Perdi a chance de viver feliz mas escolhi desgraçar minha vida com o sofrimento da crítica. Vejo com dor a dor do outro e sinto na pele o amargo da miséria. Morro junto com as tragédias do mundo e me atento a todos aos atentados. Eu não vivo mais o que sinto. Eu sinto o mundo e sinto muito pelos que não se importam mais. O que importa? O que eu mudo? Sou muda, sou surda, mas meu corpo urra de dor. Olho pro mar e vejo o sol que ainda não nasceu, vejo até a noite escura que se seguirá sem lua. O mar parado, baixo, deprimido. Nado no escuro, sem lua, surda e sem voz. Tem alguém aqui comigo?

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