Telescópio Japonês

— É isso aqui ó — Disse Lúcio, colocando um objeto cilíndrico em cima da mesa.

— Que. Porra. É. Essa? — Perguntou Filipe.

— Isso aqui é o masturbador japonês TENGA AIR-TECH STRONG — Pegou aquele objeto e fingiu olhar o céu como um telescópio

original

— É o que…?

— Masturbador, cara. É só meter a pica no buraco

— Oooww… Cê usou essa merda? — Perguntou com nojo, largando o telescópio na mesa. 

— Relaxa. Ainda não.

— Mas parece buceta mesmo?

— Olha, na verdade esse é um simulador de cu

— Cu?! Mas… — Aproximou-se e sussurrou — É de homem ou de mulher?

— É de silicone cara. Mas de quem você quiser… Eu acho…

— Nunca comi cu

— E já deu?

— Tá maluco? Einstein já dizia que “um cu que se alarga a uma nova pica, nunca volta ao seu tamanho original”

— Ô Animal! Não foi Einstein, foi Oscar Wilde. E não… Não tinha nada de cu. Era sobre ideias e mentes.

— Hum…Tenho certeza que era sobre cu. — volta a simular um telescópio — Ideias e mentes… Esse Oscar deve ser meio problemático, hein.

 — Tu não sabe nada de cu, cara. Fica quieto.

— Quem liga pra cu?

Lucio bebe um gole da cerveja quente em cima da mesa do bar

— Hum… Sabe… Teve uma vez que uma garota me mandou uma nude de cu.
Não tinha cara, não tinha peito, não tinha bunda, não tinha nada. Era só um
simples e sincero cu!

—Mas com’é sabe que era dela? Cu não tem identidade, não tem registro civil, não tem código de barras.

— Ia ser maneiro se o facebook tivesse um algoritmo de reconhecimento anal. — Disse Lucio cutucando Filipe.

— Cê tá meio obcecado hein, cara…

— O cu é vivo! Tá na boca do povo. Tá na arte, na música e o caralho a quatro.

— Caralho… — Diz Filipe com olhar preocupado

— Eu queria dar o cu

 

— É o que???

— Acho importante, cara. Imagina…Passar a vida inteira sem conhecer o próprio corpo
e se sentir incompleto por não conhecer o mundo.

— É…

—Tem gente que nunca viu o próprio cu, cara… Isso é um absurdo!

— É… Ow… Deix’eu te perguntar uma coisa…

— Manda

— Me vende esse bagulho…

— Pode levar.

— Valeu.

— E quando quiser comer um cu,

— Anh…

— Só me da um toque.

 

Filipe vira o copo de cerveja e serve mais para os dois.

— Eu só queria que duas estrelas de nêutrons colidissem dentro do meu cu — Fantasia Lucio.

— Um brinde — diz, levantando o copo

— Albert Einstein.

— Albert… Oscar… E aos engenheiros japoneses

 

 

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