TÔ GUARDANDO COCÔ DENTRO DO FRIGOBAR DO HOTEL – Crônica

HOMEM:

Eu era foda na infância. 
O picão das aulas de teatro.
Sempre fumava maconha no camarim.


Agora olha pra mim,
Eu tô morando na porra de um hotel e amanhã eu tenho exame.

Tô guardando cocô dentro do frigobar do hotel
Do lado da latinha de Itaipava
Deve ser horrível pra ele, como está sendo pra mim.


COCÔ:

Flexível… Essa é a melhor definição pra mim
Mas esse frio da porra, simplesmente não dá!
Não era para eu estar aqui. Esse não é o meu lugar.

EU VENHO DE ONDE ENTRA A CARNE E SAI O MILHO!!!

Eu não pertenço a esse lugar.
Não era para eu estar aqui. Esse não é o meu lugar.
Esse não e o meu lugar!

Eu tô preso num pesadelo que me faz rachar
A frieza do teu seio nesse frigo do teu bar me corta feito uma gillete no grosso do intestino.

Por que me olhas com esse desdém de quem veio do alto da serra de itaipava?

Posso ter vindo da marmita da Marlene,
Na realidade não sei ao certo minha origem e pouco me importo…
Mas era quente!

No fundo ambos estamos sujeitos ao mesmo sentimento,
A saudade que tu sentes da serra se encontra com a saudade do quentinho da capa do milho.


(Luciano Pinheiro e Filipe Cavadas)coco.jpeg

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