A porta tão difícil de abrir – Poema

I

Não tenho mais o que mostrar.
Lamento o encontro da cabeça com os joelhos.
Cerco os mesmos com os braços
Sento na porta de casa,
Do lado de dentro,
Antes mesmo de se fechar e
Puxo forte com os pulmões
A umidade que ainda me resta
Que teima em me esvaziar e
Fugir

II

A porta tão difícil de abrir
Da secura do ar que a empenou
Pena, que ela tem, e demonstra.
Dificultando minha saída.
Não vai
Fugir

III

Forço a saída
Sem medo disso tudo
Me destruir.
O dia seco
É como a dor de cabeça
E a memória
Que teima em
Fugir

IV

O Sol forte,
O suor, o contato com a morte.
O dia e o nascimento
Da cura líquida e do
Tormento. Daqui
Preciso
Fugir

V

Não tenho mais
O que mostrar.
Fujo. Recomeço.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s