Empinando o cavalo de fogo (+18) – Conto

Foram 4 cervejas, da lata magra. No congelador de casa eu preferia a de 290ml. O meu ritmo pedia por ela. Na gordinha sempre perco os ml’s finais por ficarem quentes demais. Fui pro banheiro fazer a barba. Vi pelo espelho a cara dela surgindo na porta. Enquanto eu fazia as caretas para alcançar as áreas mais difíceis do rosto, nas curvas do queijo e buço, ela, instintivamente, me imitava. Eu comecava a rir e ela perguntava “O que??”, e ria junto. Virei e dei um beijo nela. Continuei fazendo a barba, ela imitando as caretas, eu rindo de novo e lhe dando um beijo. No terceiro ciclo, depois do beijo eu disse: “eu te amo, sabia?”, ela disse “aham”… mas percebi que não tinha assimilado o que eu dissera e, então, parou por alguns segundos e disse “ai meu Deus!”. Eu ri de novo. “Ai meu deus é foda”, disse. “Vou tomar banho”, completei fechando a porta. Eu a via pela fresta que deixei aberta na porta. Ela digitava algo no celular freneticamente. Eu estava bêbado demais pra cogitar qualquer coisa. 4 cervejas são suficientes pra me deixar bêbado e declarar amor, mas não (ainda) pra me broxar. Fudemos bem essa noite. Mudamos 4 vezes de posição. Era um daqueles dias de endurance, os dois segurando o máximo do orgasmo. “Fica de quatro”, eu disse. Ela se virou, ficou sobre os joelhos e comecei a meter. Sentei sobre meus calcanhares e a puxei seu cabelo vermelho deixando ela em dois apoios enquando a puxava pra mim. Gozei e senti que ela gozaria logo em seguida. Continuei metendo até meu pau não aguentar mais. Ela gemeu de boca fechada. Ouvi todo seu prazer reverberar em sua garganta. Caí para o lado exaustou. Ela foi de cara no travesseiro. Levantou no susto. “Nossa!!”, disse. “O que foi?”, perguntei levantando. Ela encarava o lençol. Uma mistura de cores, branca e vermelha, como tinta a óleo sobrepostas e confusas. “Acho que menstruei” e completou virando pra mim “ou você perfurou algum órgão”. “Posição perigosa. ‘Empinando o cavalo de fogo’, hahaha”. Ela riu. Não se preocupou, apenas admirou a arte que se formara no lençol e do gozo enquanto era empinada pela crista ruiva. Eu amo isso nela.

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