Coração de mãe (ANITA) – Poema

Percebi que tenho vários homens na minha vida
Pertenço à todos eles
Mas não sou de nenhum
E tirando o de três anos, nenhum deles soube o quanto os amei
Talvez por medo
Talvez por egoísmo
Talvez pela distância
Dos quilômetros
Da ignorância
Talvez agora o que morreu, saiba, sinta
O quanto o amei
Quem disse que devemos amar a um só?
Como se fossemos uma posse, um corpo, um material, que se pertence
A um só
Sou de um só
Interesso a mim mesma
Todos têm o meu amor
Mas nenhum tem a mim
Sou de todos
Quando quero
Quando me convém
Quando me inspiro
Quando me deixo conquistar
Quando eu quero agradar
E naquela fração de tempo
Sou dele
Unicamente dele
Inteiramente dele
Ele sente que me tem
Mas assim que volto meus pés ao chão
Sou minha novamente
Eternamente

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