CONTO: Sensação de Morte (+18)

 

Ainda tá no começo do ano. Mal tirei os enfeites de natal da frente de casa, mas já planejei que até a metade do ano estaremos casados. É uma vontade mais minha do que dele. Pra ele tanto faz, acho. Temos um relacionamento aberto, mas parece que, às vezes, ele queira se relacionar com outras mulheres e não parece tão confortável que eu também o faça. Envolver-se assim dá muito trabalho por causa da discrição que devemos ter. Muita gente não entenderia. Há dez anos NINGUÉM entenderia. Teria fama de puta, com certeza. Passamos por uma fase bem livre, em relação a relacionamentos e a sociedade, mas algumas vezes parece exagerado, de certa forma, forçado até. As pessoas querem ter essa postura libertina, mesmo que se corroendo por dentro. Numa época em que ninguém é de ninguém, todos ficam com quem quiser, mas no fim, sozinhas, não têm o que eu tenho com o André, de, no final do dia, encostar a cabeça no seu peito e adormecer vendo um filme qualquer do Van Damme – único ator de filmes de luta que consegui decorar o nome até hoje. Provavelmente por termos visto O Grande Dragão Branco mais de vinte vezes só no ano passado.

Eu tinha medo de me envolver demais, me apaixonar. E me apaixonava às vezes. Descobri recentemente que me apaixonava por pessoas que tentavam me conquistar. Conseguiam né… Mas, quanto mais rápido fosse o início da paixão, mais rápido ela desaparecia. Em uns casos, eu nem cheguei a dar e já tinha desapegado, a coisa perdia a intensidade de um dia pro outros, sem muita explicação.

Nossa! Que educação a minha. Estou falando sem parar e nem me apresentei. Meu nome é Manuela, prefiro Manu, nunca gostei de usar batom, de nenhuma cor, gosto de sair pela rua com os cabelos molhados, pingando, deixando a blusa com pontos transparentes. Faz uns quatro anos que não corto, digo, de verdade. Só aparo as pontas a cada três meses; tenho 30 anos e meu sonho é casar.

Não sei de onde veio esse sonho de casar, parece ser algo maior que meu entendimento posso explicar. Amanhã, pela manhã, começarei a ver salões de festas pro nosso casamento; já quero organizar tudo pela manhã mesmo. À tarde encontrarei um amigo dos tempos da faculdade. A gente tava há um tempão sem se falar, uns 5 anos, e tivemos um papo bom semana passada por mensagens e, em algum momento, soltei que tinha aberto meu relacionamento. O papo que estava, digamos, comportado,  acendeu de uma hora pra outra. Ele chegou a dizer “se eu te chupasse, você demoraria pra gozar?” depois que eu disse ser meio lenta no sexo. Eu queria que ele entrasse nesse assunto, mas ele pulou de cabeça – gostei.

Me masturbava, parava pra digitar, voltava. Não falamos nada demais. Preferi não dar muita corda. Eu apenas respondi “depende, quando tô com sono, demoro mais”; falamos de outras coisas, ele talvez não fizesse nem ideia do que eu estava fazendo, imaginando ele chupando por horas até me retorcer o corpo. Quanto mais demoro pra gozar, mais meu orgasmo parece uma sensação de morte. Suo frio, tremo, tenho taquicardia e fico quase uma hora derretida na cama. Isso começou a acontecer quando parei de tomar meu anticoncepcional. No primeiro mês, sufoco! Nem um pouco preparada. Quase não saía de casa, só quando precisava. Cheguei a ligar pro meu chefe dizendo que estava doente pra passar o dia inteiro na cama.

Dei “boa noite”, às 5 da manhã! Eu precisava das mãos livres pra terminar e dormir tranquila.

Ele era super obsceno e tinha uma fixação por cu. Tinha medo de dar pra ele de quatro até em pensamento. Imaginava metendo no meu cu sem aviso depois que disse que gostava de meter o dedão enquanto comia as meninas de quatro. Só não faço ideia de como chegamos a esse assunto, mas, qualquer coisa podia ser explicada com cu, na cabeça dele; Uma coisa meio Freudiana, então, poderia ter sido qualquer tópico.

Levantei as oito, meio cansada. Dormi umas 2 horas no máximo, fui ver os salões. Depois de uns três, já tinha uma noção boa do que queria e quanto gastaria com a festa. Acabei tudo antes das 14h. Marcamos de nos encontrar num bar, que eu sabia que era perto da casa dele. Sentamos, bebemos e conversamos sobre alguns casos bizarros dos tempos da faculdade. Visitas técnicas e viagens com a equipe de vôlei, que sempre se resumiam a putaria. Não para nós, eu ainda não tinha o relacionamento aberto e ele também namorava.

“bora logo”. “pra onde”, ele perguntou. “Pra sua casa. Eu sei que é aqui perto”. Era bem pertinho, uns 50 metros. Subimos, abriu a porta e fez um sinal pra eu entrar. Perguntei onde era o banheiro e ele me levou até o da suíte. “é naquela porta ali”, disse enquanto deitava na cama.

Saí desabotoando o jeans e deitei. Me virou e ajudou a tirá-lo, com certa dificuldade, puxou forte no final, quase me arrancando os pés dos tornozelos. Não se deu nem o trabalho de tirar minha calcinha. Puxou pro lado com dois dedos e começou a chupar.

Virei. Chamei ele, de quatro.

Ele meteu; começou devagar. Escutei o som da boca chupando o dedo, tentei relaxar, já sabia o que ele ia fazer. Apoiou a palma da mão na minha bunda e meteu o dedão no meu cu. Enquanto metia o pau, tirava o dedo, sincronizado. E metia o dedo e tirava o pau, quase que todo. Eu sentia a cabeça saindo, trepidando na saída e na volta, se moldando na minha buceta e entrando até o final. Eu queria que ele  continuasse, ao mesmo tempo, que me batesse, chupasse e puxasse meu cabelo. Pedi gemendo bem baixo “mete no meu cu”.

— De quatro não — disse — quero te olhar enquanto te como.

Metendo bem devagar. Não saiu e entrou mais do que 5 vezes. Tirou o pau e gozou na minha barriga. Foi com a ponta da língua no meu umbigo levando uma gota de porra na minha direção, deslizando pela meu abdome. Botei a mão no topo da cabeça dele e empurrei pra baixo pra me chupar.

Chupava de baixo pra cima, trouxe a língua lá do cu várias vezes, e ficava no clitóris fazendo círculos com a língua. Com dois dedos, meteu em mim, um na buceta, outro no cu. Lambendo intensamente, parava os dedos lá dentro e mexia só a ponta dele dentro da minha buceta. De quatro, me chupando, vi que o pau já estava duro de novo. “Me come”, pedi, apertando seu braço.

Dessa vez com violência, cada metida uma gota de suor nascia da testa e pingando em mim enquanto metia. Eu senti que ia gozar, meus dedos do pé começaram a afundar no lençol, minhas costas descolaram da cama, comecei a sentir câimbras na sola dos pés, agarrei sua coxa encravando as unhas e ele disse “vou gozar”. Gritei pra ele “goza den…”, antes de completar, senti a porra deslizando dentro de mim. Gozei. E tremendo, mal consegui ficar com  os olhos abertos, câimbras do pé até as costelas. Soltei, deixei o corpo morrer, parecia ter perdido os sentidos.

Ele rolou pro lado, exausto! Paramos, olhando o teto borrado da tinta da parede – cor: “verde merda” – e ficamos uns 10 minutos só olhando pra cima.

Sem virar, ele disse: “você não disse que tinha parado de tomar anticoncepcional?”

Ficou um silêncio no ar. Parece que na hora eu tinha esquecido isso. Na verdade, esqueci mesmo. “Depois penso nisso, depois resolvo isso. Eu tinha falado isso pra ele?”, pensei. Ele limpou o pau no lençol e foi no banheiro. Eu sequei a buceta no lençol também enquanto ele não olhava, indo pro banheiro.

— Você é meio piroca da cabeça — disse rindo e fechando a porta.

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