Enquanto estou no Rio – Poema

Cabelos negros e ondulados,
sempre molhados,
short jeans claro, blusa preta apertada
no corpo dourado, óculos escuros na cabeça.
Eu tinha uma atração por isso.
Assim encontrava a Mel, quando eu vinha pro Rio.
De copacabana, tinha bronzeado
de praia e o corpo de jogadora permanecia,
da época que do volei. Acordava
só depois do meio dia
quando não era dia de trabalho.
Conheci na faculdade de engenharia,
quando eu, por lá, aparecia.
Mas foi por textos que comecei a me aproximar.
Pra ela escrevia,
pois era tímido demais para falar.
Não foi a primeira pra quem escrevi,
mas foi com ela que aprendi
que conseguia, assim, tocar
com certa naturalidade, quem eu queria.
Trouxe ela pra minha casa algumas vezes.
Ela me viu no meu pior estado
deprimido, devastado.
Uma das poucas que permiti,
quando estava naquele estado.
Perdido
naquele estado
do Rio
de Janeiro, em Outubro
Rio
do pecado. Mas não chorei do seu lado.

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