Luzes do Rio – Crônica

Da janela do avião olhava o mar com os olhos por trás das lentes polarizadas dos meus óculos ondas verdes e vermelhas e os rios roxos que desaguavam por meio da areia do mar.
A pista do estádio olimpico, porém, continuava azul, sem graca e triste – vazia e abandonada. Cheguei no Rio e pude ver o mar com todas as cores que o compõem, separadas, como se visse gotas d’água que voavam enquanto minha mãe passava roupa sobre a tela da tv antiga de tubo de imagem. O Rio me remetia a essa lembranca. Das tardes longas jogando mega drive, vendo filmes do Van Damme no SBT enquanto pilhas de roupas eram erguidas. Tardes que pareciam intermináveis como os pontos verdes, vermelhos e azuis daquelas 525 linhas da minha tv velha.

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