Pra cada cinza, há de haver um feixe de luz – Crônica

Talvez não fosse o calor. E sim a necessidade de ver o sol, ou o céu.
As plantas estavam murchando. A última vez que saí foi com uma amiga. Que conheço há muito tempo, mas é uma amiga recente. Foi o último dia claro dessas últimas semanas. Adoeci.  Não consegui fazer as coisas que mais me agradavam. Nada li ou escrevi, ou coisas boas cozinhei ou comi. Dormi demais, me senti cansado. Dormia cedo e acordava acabado. Minha alergia ficou mais forte e me deixou de cama. Hoje acordei com um feixe de luz diferente vindo por de trás da cortina. Que mesmo fechada, já aprendi a diferenciar, do meu quarto escuro, um dia azul de um cinza.
No céu, um pequeno buraco azul em meio ao mar de nuvens cinza. Mas a luz já estava diferente. A vontade de sair voltou. Li, cozinhei, o peso voltou a cair, comi bem, tirei uma foto do céu e escrevi isso aqui.

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