impróprio

Apertei bem forte seus cabelos entre meus dedos, com a mão aberta, enquanto a trazia pra perto de mim e a fazia ficar com a boca toda cheia. Ela fechava e apertava bem forte os olhos enquanto esvaziava e enchia de mim a sua boca. Cabelo solto, todo bagunçado me desestruturava totalmente, num ritmo quebrado, sem muito sentido, eu a balançava. Meu punho se fechou involuntariamente, fiz força contra seus fios e a enchi de mim, como se estivesse desenhando algo em sua face. No final, assumindo seu posto de artista, como se passasse batom, secou até a última gota de tinta. Uma surrealista em pleno controle de sua arte.

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