o silêncio da tricentésima décima segunda hora.

Na hora 312 enfrentamos o primeiro silêncio. Fernanda estava com ciúmes. Meu último texto; ela queria saber o que era real e o que era ficção. Se eu tinha, de fato, estado com outra. E ela dizia que estava com outros durante o fim de semana. Eu não ligo, de verdade. Mas ela tentava me cutucar. Dizia que não era ciúme e que apenas estava incomodada de não saber o que tinha acontecido.“o vinho tá batendo”, falei. “eu não sou sua vizinha”. “que?” “você carrega sua vizinha pra casa, ela te carrega, sei lá. Eu não sou sua vizinha”. – sem ciúmes, né – “essas vagabundas dadeiras.” Ela começou a mexer no meu celular, procurando mensagens, conversas, mulheres. Eu me incomodei e virei o vinho, sem querer, na mesa. Por obra do capiroto, creio, umas quatro mulheres me mandaram mensagem nessa noite. A cada uma, uma notificação aparecia, com o nome. “quem é Carol?” “quem é Paula?”. Ela tentou pegar o celular a força. Eu arranquei da mão dela. O que será que ela está querendo? saí de la e fui ver uma amiga que precisava conversar -eu também – e beber umas 5 longnecks. Que fermentação louca no meu estômago. Eu desbeberia uma das garrafas de vinho das três que tomamos se eu soubesse que a desbeberia a força no dia seguinte.

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2 comentários Adicione o seu

  1. ianemachado disse:

    esse ficou FODA! cuspi meu chá na hora da obra do capiroto

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  2. Cavadas Carla disse:

    Curto / franco / transparente

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