Saudade

Eu sentia saudade. Um dia quando ela chegou em casa, as coisas estavam tão mal, que, por dentro, eu pulava de felicidade e dançava na sala em sua recepção, mas nenhum dos dois abriu os braços. Foi só um “oi”. Uma virada pra porta, só a cabeça, sem mexer o corpo. Apenas um átono, curto e seco “oi”.
Tinha algo errado, eu sabia. Eu só não sabia o quê. Mas sabia que ela sabia e, de fato, ela sabia. Mas nunca me contou. Eu acabei descobrindo o porquê. Então pude seguir. Seguir livre pra poder abrir os braços e pular e dançar em novos reencontros que a vida ia me dar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s