trecho “cloro” – Crônica

A maioria das pessoas vai passar a vida sem ver o próprio cu ou sua expressão enquanto goza. Não a do cu, a da própria face. Estranho pensar que muitos passarão a vida sem ter se explorado completamente e ainda ficarão frustrados por não terem conhecido o mundo. Muitos vão se ajoelhar na frente da privada e ter a lembrança de um grande porre. Mas hoje, de porre, ajoelhado aqui, tenho uma vívida memória do cheiro de cloro rasgando as narinas e a ardência nos olhos, parecendo sangrar. Essas pessoas calejaram seus joelhos, mas os olhos e as narinas de quem se conhece, jamais vão a nada se habituar. Cada um tem a privada que merece nessa vida.

 

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