Cadernos, livros e mulheres na cama. (uns diálogos)

Diálogos na cama

– Raquel –

R: – sua família é legal
– bando de loucos
R: – Exato – LEGAIS! – os meus não bebem, não fumam, nem fodem.
– Você escreve? Queria ler o que você escreve.
R: –  Sempre rasguei tudo
– Por quê?
R:- Minha mãe lia escondido. Por isso que nunca tive um diário ou um consolo.
– E não sai de casa?
R:- Existe uma coisa chamada “estágio-remunerado”. Aquele estado de humilhação de ser um semiescravo legalizado.

quarto-cama

– Clara –

– Por quê você usa tantos travessões em seus textos?
– Não se assuste com meu abuso do uso de travessões. Estou aprendendo a lidar com eles. Vejo uma frase entre travessões como aquela olhada pra câmera 2 no zorra total seguida de um bordão.

– Isadora –

– vamos de novo?

– eu passei o dia inteiro de porre e com o saco maior que a pica, sinta-se lisonjeada por eu ter conseguido te comer uma vez.

– Ok. Por que tantos livros jogados na cama?

-Bukowski tinha ótimos métodos de dispensar as mulheres.

Quase todas elas, nunca vi, tinham filhos, traumas e ex-maridos. Pra mim os três são a mesma coisa. Não os filhos… Digo, às vezes são legais.
O relógio está batendo, se é que bate pra nós. Mas gosto deles. Queria uma casa cheia deles, talvez. Noutro dia, nem tanto: quero ser um andarilho sem porto seguro. As empresas de ônibus me entendem: Pedem a data de ida; Mas no campo volta é “(opcional)”. Sou um cara que não dorme em viagens. Na verdade não sou de dormir muito, ou de comer. É engraçado. Ultimamente, não há um dia que acordo indisposto, com sono atrasado. Tipo aqueles que você volta a dormir três, quatro, cinco vezes. Mas a Isadora me fode. – E não do jeito bom – quando fico com ela e depois durmo… Nossa… Acordo assim. Ela suga minha energia. Parece a porra de um buraco negro, absorvendo todo resquício de luz e energia que existe em mim. Preciso aprender a dispensar essas pessoas depois da foda. Preciso.

Diálogos fora da cama

– Fernanda –

F: -ta livre hoje?
– trabalho até tarde.
F: – pode às 20h?
– não, saio as 22h. Mas amanhã saio às 19h.
F: – Não me importo de ser as 22h. Menos tempos, só, mas sempre divertido.

Eu adorava o jeito da Fernanda.

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