Desculpem o transtorno, preciso falar do Filipe Cavadas (por Luciano Pinheiro)

Era manhã, o colégio era federal, o curso técnico eletrônica. Ainda com a visão turva parte por conta do sono, parte por conta da minha miopia, quando ali avistei um arbusto, o que mais tarde revelar-se-ia como as madeixas de um grande amigo (foto). cabelos

Foram 12 anos até o momento, as conversas variam entre mecânica clássica, mecânica moderna, “por que todo mundo é burro?” e “quantas são as possíveis tonalidades das pregas de um cu. 50? talvez…”. Temos inúmeras peças teatrais, musicais e poesia gravadas em áudio e vídeo. Assistimos juntos as transparecias em estado de decomposição do prof. Gouvêa sobre televisão de tubo catódico e transmissão analógica de sinal de tv.

Muitas coisas na memória que não caberiam nem na mala de um renault duster ou no corredor de um hotel em taubaté. Nunca fizemos risoto, mas conseguimos transformar gelatina em areia e tomar com cachaça.

Por vezes olho estranheza todo o tempo que se passou tipo o seu pai te olhou quando ele acordou as 3 da manha e viu eu e o galudo passando a maquina zero no meio da sua cabeça, na sala estar com o Halo 3 pausado no xbox. Me lembro como se fosse hoje; seu pai olhando pro cabelo no chão e olhando pra sua cabeça e repetindo o processo umas 4 vezes. Mantendo o silêncio da sabedoria. Devia estar pensando “Poderia ser pior.. pelo menos eles não estão na rua levando facada de traveco.”

Por quantos anos ainda colocaremos lágrimas no canto dos olhos da D. Álvara?

 

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